NA CRISE, SERVIÇO DE REVENDAS DE CARROS INVESTE NO PÓS-VENDA

Pesquisa mede a satisfação dos consumidores com o pós-venda nas redes de revendedores das montadoras brasileiras

ninguem quer comprar carro novo
Ninguem quer comprar carro novo

 

Com a crise que derrubou as vendas de veículos novos, principal fonte de ganhos do segmento, as concessionárias se voltaram à área de serviços na tentativa de garantir receitas. O investimento em profissionais mais qualificados, serviços rápidos e com qualidade e conforto nas lojas começa a dar resultados, ao menos na aprovação da clientela.

A satisfação dos consumidores com o pós-venda nas redes de revendedores das montadoras brasileiras aumentou 61 pontos em relação ao ano passado na pesquisa da consultoria J.D.Power.

 

A pesquisa, conceituada globalmente, é feita todos os anos em 16 países e está em sua segunda versão no Brasil. Foram consultados no País mais de 5 mil consumidores que compraram automóveis nos últimos três anos e recorreram a serviços das revendas nos últimos 12 meses.

 

“Como as vendas de carro zero caíram, as concessionárias passaram a ver o pós-venda como fonte de receita e melhoraram a prestação de serviços, de olho também na fidelização do cliente”, afirma Fábio Braga, diretor da J.D.Power do Brasil.

 

A pesquisa da J.D.Power, feita pela internet entre março e maio, avalia quesitos como agendamento do serviço, recepção quando o consumidor chega à loja, atenção e explicações do consultor técnico (inclusive sobre os preços cobrados), qualidade do reparo, “amenidades” oferecidas a quem aguarda o serviço na loja (café, água, acesso à web e até distração para as crianças), tempo de espera e a entrega do veículo.

 

A situação Atual de Vendas

 

No primeiro semestre, as vendas de automóveis e comerciais leves caíram 25% em relação a igual intervalo de 2015, somando 951,2 mil unidades, o pior resultado para o período em dez anos. Desde janeiro, mais de 400 revendas fecharam as portas, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

 

O vice-presidente da Fenabrave, Luiz Romero Farias, admite que “a deficiência de caixa gerada pela queda nas vendas de veículos novos levou as empresas a redobrarem a atenção no pós-venda.”

 

 

 

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